Há quem diga, que o amor é uma dor.
Escrito por Susan às 20h16
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No meu íntimo de descrença, procuro desfolhar uma atitude que me convença, irritação constante a trágica contra mim porque provoco quem discorda do príncipio ao fim.Talvez se fosse indiferença, mas sei que não,incomoda mais é saber que é ilusão...E superior afirmo, sei que é vão.
Escrito por Susan às 11h24
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Terrorismo Internacional: É o uso ilegal da força ou da violêmcia, executado por grupos ou indivíduos que têm alguma conexão com uma potência estrangeira ou cujas atividades transcendem as fronteiras nacionais, contra pessoas ou propriedades, para intimidar ou coagir um governo, uma população civil ou um de seus setores, com fins políticos ou sociais.
Esta definição do terrorismo é confusa, mas tem o valor de uma confissão. Provém do FBI - Federal Bureau Investigations - instituição oficial do país que maior experiência tem na prática desse mister no mundo todo.
(FBI Policy and Guidelines, 1999).
Escrito por Susan às 11h12
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Digitei um monte perdi tudo. Então, a gente se vê outra hora.
Escrito por Susan às 18h31
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Remorso Póstumo
Charles Baudelaire «
Quando fores dormir, ó bela tenebrosa, Em teu negro e marmóreo mausoléu, e não Tiveres por alcova e refúgio senão Uma cova deserta e uma tumba chuvosa;
Quando a pedra, a oprimir tua carne medrosa E teus flancos sensuais de lânguida exaustão, Impedir de querer e arfar teu coração, E teus pés de correr por trilha aventurosa,
O túmulo, no qual em sonho me abandono - Porque o túmulo sempre há de entender o poeta -, Nessas noites sem fim em que nos foge o sono,
Dir-te-á: "De que valeu, cortesã indiscreta, Ao pé dos mortos ignorar o seu lamento?" - E o verme te roerá como um remorso lento
Escrito por Susan às 20h14
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Saudades
Saudades! Sim... talvez... e porque não?...
Se o nosso sonho foi tão alto e forte
Que bem pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!
Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como pão!
Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar,
Mais doidamente me lembrar de ti!
E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais a saudade andasse presa a mim!
Florbela Espanca
Escrito por Susan às 17h54
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Continuação...
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Todos os amantes da morte têm em comum também sua obsessão por reduzir a termos militares as contradições sociais, culturais e nacionais. Em nome do Bem contra o Mal, em nome da Única Verdade, tudo se resolve matando primeiro e perguntando depois. E, por esse caminho, acabam por alimentar o inimigo que combatem. Foram as atrocidades do Sendero Luminoso que possibilitaram a ascensão de Fujimori, que, com considerável apoio popular, implantou um regime de terror, além de vender o Peru a preço de banana. Foram as atrocidades dos Estados Unidos no Oriente Médio que, em grande medida, deram origem à guerra santa do terrorismo de Alá.
Embora o líder da Civilização esteja, agora, incitando uma nova Cruzada, Alá é inocente dos crimes cometidos em seu nome. Afinal, Deus não ordenou o holocausto nazista contra os fiéis de Jeová, e não foi Jeová quem ditou a matança de Sabra e Chatila, nem quem mandou expulsar os palestinos de suas terras. Além disso, por acaso Jeová, Alá e Deus não são, na realidade, três nomes de uma mesma divindade?
Uma tragédia de equívocos: já não se sabe quem é quem. A fumaça das explosões é parte de uma cortina muito mais espessa, que nos impede de ver. De vingança em vingança, os terrorismos nos obrigam a caminhar trôpegos. Vejo uma foto, publicada recentemente: em um muro de Nova York, alguém escreveu: "Olho por olho deixa o mundo cego".
A espiral da violência gera violência e também desconcerto: dor, medo, intolerância, ódio, loucura. Em Porto Alegre, no início deste ano, o argelino Ahmed Ben Bella advertiu: "Esse sistema, que já enlouqueceu as vacas, está enlouquecendo as pessoas". E os loucos, loucos de ódio, agem da mesma forma que o poder que os gera.
Um garoto de 3 anos, chamado Luca, comentou um dia desses: "O mundo não sabe onde está sua casa". Ele estava olhando para um mapa. Podia estar olhando para um jornal.
Texto publicado originalmente em espanhol no jornal mexicano La Jornada. |
Escrito por Susan às 09h47
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Eu sei que andei meio sumida, mas não abandonei o barco de vez...
O teatro do BEM e do MAL
por Eduardo Galeano
Na luta do bem contra o mal, sempre é o povo que contribui com os mortos.
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Os terroristas mataram trabalhadores de cinqüenta países, em Nova York e Washington, em nome do Bem contra o Mal. E, em nome do Bem contra o Mal, o presidente Bush jura vingança: "Vamos eliminar o Mal deste mundo", anuncia.
Eliminar o Mal? O que seria do Bem se não houvesse o Mal? Os fanáticos religiosos não são os únicos que necessitam de inimigos para justificar os atos insanos que praticam. Também precisam de inimigos a indústria armamentista e o gigantesco aparato militar dos Estados Unidos a fim de justificar sua existência. Bons e maus, maus e bons: os atores mudam de máscaras, os heróis passam a ser monstros, e os monstros, heróis, segundo aqueles que escrevem o drama.
Entretanto, aí não há nada de novo. O cientista alemão Werner von Braun foi mal visto ao inventar os foguetes V-2, os quais Hitler descarregou sobre Londres, mas mudou sua imagem no dia em que pôs seu talento a serviço dos Estados Unidos. Com Stalin ocorreu o mesmo: vinculou-se a ele uma imagem positiva durante a Segunda Guerra Mundial e negativa depois, quando passou a dirigir o Império do Mal. Durante os anos da Guerra Fria, John Steinbeck escreveu: "Talvez todo o mundo precise dos russos. Arrisco que também na Rússia os russos são necessários. Talvez eles os chamem de americanos". Depois, os russos tornaram-se bons. Agora, até Putin diz: "O Mal deve ser castigado".
Saddan Hussein era bom, e boas eram as armas químicas que usou contra os iranianos e curdos. Depois, tornou-se mau. Já era chamado Satã Hussein quando os Estados Unidos, que iam invadir o Panamá, invadiram o Iraque porque este havia invadido o Kuwait. Bush Pai encarregou-se dessa guerra contra o Mal. Com o espírito humanitário e compassivo que caracteriza toda sua família, matou mais de 100 mil iraquianos, em sua maioria civis.
Satã Hussein segue com sua fama, mas, de inimigo número 1 da humanidade, passou a inimigo número 2. O flagelo do mundo agora chama-se Osama bin Laden. A Agência Central de Inteligência (CIA) ensinou-lhe tudo o que sabe em matéria de terrorismo: Bin Laden, amado e armado pelo governo dos Estados Unidos, era um dos principais "guerreiros da liberdade" contra o comunismo no Afeganistão. Bush Pai era vice-presidente no momento em que o presidente Reagan disse que esses heróis eram "moralmente equivalentes aos padres fundadores da América". Hollywood concordava com a Casa Branca. Nesse tempo, foi filmado Rambo 3, em que os "mocinhos" eram os afegãos muçulmanos. Treze anos depois, nos tempos do Bush Filho, são muito mais que a encarnação do Mal.
Henry Kissinger foi um dos primeiros a reagir diante da recente tragédia. "Tão culpados quanto os terroristas são aqueles que os apóiam, financiam e inspiram", declarou, com palavras repetidas por Bush horas depois.
Se é assim, Kissinger deveria ser o primeiro a ser bombardeado, pois seria o responsável por muito mais crimes que os cometidos por Bin Laden e todos os terroristas do mundo. Suas ações refletiram-se em mais países que as ações terroristas, à medida que agiu a serviço de vários governos norte-americanos, brindando "apoio, financiamento e inspiração" ao terror de Estado na Indonésia, no Camboja, no Chipre, no Irã, na África do Sul, em Bangladesh e nos países sul-americanos vítimas da guerra suja do Plano Condor.
Em 11 de setembro de 1973, exatos 28 anos antes dos fogos de agora, ardia o palácio presidencial no Chile. Kissinger antecipara o epitáfio de Salvador Allende, bem como da democracia chilena, ao comentar o resultado das eleições: "Não há por que aceitar que um país se faça marxista devido à irresponsabilidade de seu povo".
O desprezo pela vontade popular é uma das muitas coincidências entre o terrorismo de Estado e o terrorismo privado. O ETA, por exemplo, que mata em nome da independência do País Basco, diz através de um de seus representantes: "Os direitos não têm nada a ver com maiorias e minorias".
Muito se parecem o terrorismo artesanal e o de alto nível tecnológico; o dos fundamentalistas religiosos e o dos fundamentalistas de mercado; o dos desesperados e o dos poderosos; o dos fanáticos isolados e o dos profissionais uniformizados. Todos compartilham do mesmo desprezo pela vida humana: os assassinos dos 5,5 mil cidadãos esmagados sob os escombros das Torres Gêmeas, que desmoronaram como castelos de areia seca, e os assassinos dos 200 mil guatemaltecos, em sua maioria indígenas, exterminados sem que jamais a televisão ou qualquer jornal do mundo lhes desse atenção.
Continua... |
Escrito por Susan às 09h18
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Castellanas
Las letras que te querían
Si fuera para hablar del amor elegía la letra A
Si fuera del sueño te daba una S
Si el sonido de una cascada, la brisa de la mañana, el silencio del oscuro,
Pudiese yo te describir con una solo letrita…pero son tantas…
Te regalaba mis letras mas profundas para que formasen las palabras
del diccionario de mi vida… seria una hoja abierta a volar e a seguir tu camino.
Para practicar mi español. Que las disfruten…
Escrito por Susan às 12h47
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Closer-perto demais, um filme de Mike Nichols,adoro o filme A primeira noite de um homem que é dele também.(tudo nesse filme está em sincronia,a trilha sonora é ótima,algumas cenas são delicadas... nota-se que não há preocupação com o tempo, mas com a qualidade e o resultado é fantástico).
Nesse ele também me chamou a atenção, colocou as coisas claras, sem rodeios,elementar nos dias de hoje.O elenco de primeira tem Natalie Portman(Adoro a atuação precoce dela no filme o profissional),Jude Law, o galã da vez,a Julia Roberts(madurinha)tudo isso no mosaico furtivo de flertes, traições, realidades doloridas no campo sentimental e diálogos rasgados.Mike é mestre no que faz e os atores respondem com total sintonia.Me chamou a atenção a maneira natural de algumas cenas,você assiste e reflete simultaneamente.Sobre o assunto: é a grande sacada,a diferença com que homens e mulheres tratam a traição por exemplo, cada qual com suas particularidades.Manjado?pode até ser, mas a maneira que ele enquadra no filme é genial.O resto não conto, assista e me conte!

Escrito por Susan às 16h02
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Terás, por acaso, ó irmão dos árabes em teu alforje, alguma história boa, ou qualquer aventura maravilhosa, que nos possa contar?
Lacerda (As mil e um noites)
A arte de contar histórias
O fascínio e admiração que Malba Tahan exerce sobre mim é de uma delicadeza, de um tom tão afinado que faz meu simples sorriso tranqüilo, sorrir naturalmente cheio de graça diversas vezes.
Salim, o mágico.
Essa belíssima fábula incomparável e cheia de humor denuncia a corrupção e se faz extremamente atual, é preciso ter cuidado para não apontar nomes que “caem como uma luva” por diversas vezes... Situações que o povo brasileiro conhece tão bem são ali enunciadas de forma irônica, "A nossa polícia não dorme”, ”O capitão e os generais reformados“, "O camelo de chapa branca", “O roubo do cofre” são alguns dos sugestivos títulos, quem dera eu poder relatar capítulos inteiros desse maravilhoso livro, me encantaria. Mas “não disponho de tempo” se é que vocês me entendem.
A simples história do cordoeiro de damasco que se transformou no mais famoso mágico sírio-libanês.
Uma sátira bem conduzida, cheia de requinte árabe e por luxo uma aula magnífica sobre a cultura muçulmana. Estudioso da cultura islâmica, Malba era profundo conhecedor dos textos do Alcorão e das histórias do povo árabe. Acrescentando riquíssimo conteúdo a esse livro.
Convido todos a embarcarem nessa viagem inesquecível ao “oriente árabe”.

“É preciso encorajar as boas intenções e facilitar o caminho das pessoas bem-intencionadas”.
Escrito por Susan às 21h08
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Enveredar nas teias do desejo e desfolhar a desmetida delicadeza dos atos,
ir ao fundo dos estímulos mais resguardados, verdadeiros e espontâneos da alma...
Na sala das delícias o poder saciava-se.
Impulsos inconscientes e incontroláveis que conduzem o ser pelo oceano...
E a investigação minuciosa que detecta o que está escrito nas entrelinhas da história,
perde-se em conceitos fragmentados.

Escrito por Susan às 15h37
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A intolerância religiosa, com suas deploráveis e criminosas conseqüências, só pode ser assinalada entre pessoas de baixo caráter e sem o mais leve verniz da educação.
Se a pessoa procede, na vida, dentro da moral, da honradez, de acordo com os princípios mais puros da ética social, que poderá me importar que ela seja muçulmana, cristã ou israelita?
Que me importa?
Ninguém pode calcular o mal que a intolerância religiosa tem causado ao mundo. E bem sabemos que a intolerância religiosa tem sua origem no orgulho, na estupidez e na má fé. E na burrice também.
No campo religioso sejamos sempre tolerantes. Deus é Justo e Misericordioso.
Malba Tahan-

Estou assim, largada feito esse cachorrinho...
Escrito por Susan às 20h57
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Um ato ressuscitando o passado perdido.
Uma pedra entalhada de reminiscências, bloqueando o fluxo do raciocínio.
O egoísmo abre suas portas...
As paredes recheiam-se de idéias, ansioso o espaço ganha vida...
O conflito interno aumentava não tinha como fugir...

Escrito por Susan às 15h48
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Estação Central

Ando pelo mundo, sem entender ao certo as nuances deste caminho...
Variando às vezes...
Tento correr a ver se consigo alcançar o que perdi...
Aquilo que não tive ou que não quis, teria eu a condição de mudar a rota...
E sigo,
andando...
Aquilo que a vida me apresenta deve fazer parte,
As minhas escolhas são o meu caminho.
Um trajeto com mudança de itinerário constante...
E sigo... A buscar...
Susan
Escrito por Susan às 11h57
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