Diário submerso


Mais filmes - Sou uma fã incondicional do cinema Francês, poderia enumerar vários clássicos e obras que eu sou apaixonada...Mas vi um muito bom, baseado no livro “Le Divorce”, de Diane Johnson, considerado sexy, gracioso, divertido, e um romance muito sábio e humano por muitos. Eu particularmente adorei, o filme aborda temas como comportamento, moral, dinheiro, sexo e relacionamentos de uma maneira tão natural, tão próxima da realidade que faz a gente recordar situações e vivências, que todos nos passamos um dia...Sem deslumbramentos exagerados, triunfantes ou cheios de apelo e isso é raro hoje em dia...

Que os franceses não gostam nem um pouco de algumas atitudes estrangeiras isso todo mundo sabe, mas ao que parece o inverso também não é de fácil adaptação.Diane escreveu um romance hilariante sobre isso, a autora conhece bem os dois universos que permeia nesse romance, atualmente divide seu tempo entre Paris e São Francisco.

Esse filme é uma iguaria, servida em prosa elegante, trama urdida e muita diversão.

Fique a vontade, você pode assistir ao filme, ler o livro, ou os dois.

 

Outro filme bom – Moça com brinco de pérola, em algum momento da década de 1660, o holandês Johannes Vermeer pintou aquele que se tornaria seu quadro mais famoso, sim o próprio: Moça com brinco de pérola.O quadro ficou desaparecido por mais de 200 anos, sendo redescoberto em 1882. Desde então muitos estudiosos tentam decifrar quem era aquela moça que Vermeer pintou e qual seu sentimento expressado por seu rosto enigmático. Tristeza? Amor? Desdém?

Esse filme reforça a teoria de que a modelo era na verdade uma jovem humilde que trabalhava na casa dos Vermeer, a empregada Griet ( Scarlet Johansson) por quem o artista mantinha uma paixão secreta, jamais manifestada em palavras. Vermeer descobre em Griet um talento nato, um interesse em cores, texturas, o que o deixa fascinado. Já que sua própria esposa parece não conseguir entrar no seu estúdio.

Vermeer introspectivo e de poucas palavras, raramente manifesta sua opinião mesmo quando o assunto o fere por dentro, e isso e feito com maestria pelo ator Colin Firth, seu olhar diz tudo em muitas cenas.

Algumas das melhores cenas do filme são feitas no mais absoluto silêncio, perfeitas.

Além disso, a recriação do quadro, em uma longa cena o espectador percebe a incrível semelhança entre a atriz e a modelo da obra original. A fotografia do filme (inspirada na obra de Vermeer) feita pelo português Eduardo Serra coloca em todos os detalhes esquemas de luzes, enquadramentos, simetria, tudo calculado para determinada cena e resultado.Achei muito interessante.

 

Vou fazer uma pequena viagem então deixo vocês com um abraço carinhoso e até a volta.



Escrito por Susan às 15h14
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Filmes

Assisti alguns filmes,então...

O escritor Ira Levin é conhecido por abordar temas bem peculiares em seus romances,Tanto que o bebê de Rosemary tornou-se um clássico realizado por Roman Polanski.O romance “Stepford Wives” (mulheres perfeitas), já havia sido filmado em 1975, um filme sobre as relações humanas e em particular uma visão assustadora sobre o feminismo.

Mantendo essa linha o filme foi atualizado e ganhou nova versão. Apesar da classificação do filme de comédia, não sei se esse termo seria o mais apropriado, o humor é bastante negro. A protagonista da trama é Joanna Eberhart (Nicole Kidman), presidente de uma emissora de TV que acaba sendo detonada por ter passado das medidas num reality show. Já neste começo, temos uma crítica aos padrões de qualidade do entretenimento. Os vitoriosos programas de Joanna são de péssimo gosto, sempre tendendo para um feminismo agressivo e de via única. Em meio a uma crise nervosa, Joanna se deixa convencer pelo marido a tentar uma nova vida, longe de tudo aquilo, em outra cidade. Passando a nítida impressão de que o maridão só tem poder de decisão porque a esposa está em colapso. Chegando a Stepford, bucólica e interiorana cidade em Connecticut, onde tudo parece saído de um comercial de “margarina”. Casas Maravilhosas, sem pobreza, sem violência, tudo muito Feliz. E mulheres perfeitas. Louras, sorridentes, impecavelmente vestidas e penteadas (mesmo para afazeres diários). Nicole parece uma mulher comum perto delas. E o mais curioso: todas parecem extremamente obedientes e felizes com seus maridos, que estão longe de serem perfeitos...

Ao começar a investigar o que acontece com as pessoas por lá, Joanna acaba descobrindo que todas aquelas Barbies catatônicas foram, num passado não muito distante, grandes executivas. Alguns classificam esse filme como  uma alegoria do mundo moderno. Afinal de contas, a Joanna executiva parece tão robotizada em seu papel de toda-poderosa quanto às mulheres descerebradas de Stepford. Elas apenas funcionam em freqüências alternadas, como modelos diferentes de eletrodomésticos. Aliás, vale ressaltar que Nicole está brilhante com sua performance afetada. Talvez a grande ironia do filme seja mostrar que uma mulher emancipada pode estar tão presa a convenções quanto uma dona-de-casa à antiga. Numa das melhores seqüências do filme, o personagem de Christopher Walken joga na cara de Joanna que ela só está magoada porque eles, os homens, "pensaram naquilo primeiro". E o público sabe que, no fundo, é verdade. Eles estavam cansados de viver à sombra de mulheres brilhantes...

É uma pena que o filme não consiga manter esse estilo de fina ironia até o fim. Talvez o diretor tenha exagerado um pouco o tom. Um bom exemplo é a cena em que um dos personagens usa sua bela mulher como caixa eletrônico. Passou das medidas. O desfecho - diferente do escrito há décadas por Ira Levin - ironiza o suposto poder obtido pelos maridos. Certo, parecia necessário um final mais contemporâneo. Acabou que o filme perdeu um pouco o brilho que poderia ter sido mais bem sacado... Mas as questões são atuais e pertinentes. E estão longe de serem engraçadas...O que eu acho é que tem uma boa crítica embutida, e vale a pena conferir.

                                   

 



Escrito por Susan às 22h39
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                                                                          Lenda

                                                                              I

Porque, meu amor (intimidade que conquistei para mim mesma e com minha autorização) deixar de viver aquilo que pode ser uma sonata ao luar?

Aquele lago azul da montanha, tranqüilo, onde faz muito tempo encontrei teu olhar...

Para quê? Se afinal vai ficar sem resposta a pergunta que fiz no reencontro de agora...No meu ombro teus cabelos recosta, deixa ver se ainda encontro o doce olhar de outrora...

Tanta coisa passou...Eu nem pensava mais ser possível, de novo, encontrar-te.Tão vaga era a esperança e tudo tão fugaz que supunha em vão, tentar seguir teus passos...

II

Sem direito a nada de longe te acompanhei o vulto, imaginando para outrem, a felicidade tão sonhada, e que um dia temo deixar fugir...Nem sei quando...Ou não podê-la nem ver existir...E os anos iriam passar...E eu iria dizer baixinho (sufocando um amargo e constante desgosto):

− Que nunca mais seria meu o teu carinho( na possível ausência de seu amor).

Nem nunca mais teria o teu rosto...E de repente, o encontro, o inesperado, a vida que nos chega imprevista e nos transborda as mãos...

E posso tê-lo em meus braços, vencida, e encher traço por traço os pensamentos vãos...

III

Posso Apertá-lo a mim, beijar-te a boca, tocar teus cabelos, mas, para que, meu amor?

Se toda essa ventura se esvai como uma imagem louca!

Para quê? Se nos falta coragem para uma história que já teve outra interrompida...

Se terás de me ver, de novo de passagem eu  te olhar como desconhecida...

Como queria convencer-te que estás enganado, ou que até não te recordas, mas já fui sua, julgaria meu juízo insano e não sei como te provar o contrário, que não está sozinho, tem a mim, sem saber...(sem querer me talvez).

IV

Se eu pudesse ao menos lutar (com força que tive em outras vezes na vida) se eu pudesse dizer-te que transcende aos atos, a presença, a memória e vai além, impregna até a essência.

E como te fazer acreditar? Se parece impossível até para mim, e como fazer me acreditarque isso é possível, sem abandonar os estigmas do medo que possuo (ainda que não o veja).

E se isso é amor, por que me ensinas com presença amarga que apaga a inocência que me julgou possuir...

Por que suponho poder quebrar-lhe o encanto e você sublimar-me?

V

Para quê? Desculpa a pergunta insistente...Deixa que te confesse (é um desabafo meu),

− Toda vez que me vires vaga e indiferente, pensa que a te esperar, sepulto intimamente uma vida que é tua...e um coração que é teu...

 



Escrito por Susan às 14h39
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Instante

                                                 

  Discreta e formosíssima, enquanto estamos vendo a qualquer hora em tuas faces a rosa da aurora,

  em teus olhos e boca, o sol e o dia.

  Enquanto com gentil descortesia, o ar, que fresco adônis te namora,

  Te espanta e rica trança brilhadora, quando vem passar-te pela fria.

  Goza da flor da mocidade que o tempo trata a toda ligeireza e imprime em toda flor sua pisada.

  Não aguardes, que a madura idade, te converta essa flor, essa beleza, em terra,

  em cinza, em pó, em sombra, em nada.

                                                                     GM-Barroco                                                            

         

 

               

Mesmo que a presença passe como nuvem em um dia de sol, em que existem

mais belas imagens a comtemplar...

    mesmo que estes pensamentos estejam soltos no ar    

      e  cale-se alguma forma de contemplação...

           Sei que de alguma forma meus anseios para realização

           se angelizão no ar.

                                                Susan     



Escrito por Susan às 15h58
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Derepente, essa chama chega forte, ofusca meus olhos.

Agora a sensação transforma-se em palavra.

Depois de longa ausência, rompe, e meus desejos se soltão no ar.

Ânsia que não pude conte-la e tive medo de ve-la esperdiçar-se, fugir e esconder-se no chão.

Agora são pequenas as palavras que disponho para servir meu pensamento, e como hei de conseguir conter nestas tamanho sentimento?

A torrente ávida que agora não para, me afoga.

 

                                                                

Sobre Ulisses - (de James Joyce)este livro chegou em minhas mãos de presente de aniversário no ano anterior, apesar de te-lo a quase um ano, só agora me encorajo de ler. Isso acontece às vezes quando, por algun motivo, eu resolvo que ainda não é hora de ler algun livro, então espero, cheia de vontade, um impulso para devora-lo.

Dizem que a principal excelência da obra de Joyce é a insubmissão a língua, fato que com a tradução muitas vezes se perde, nesse porém traduzido por Houaiss, ele mantém firme esta essência."Um romance para acabar com todos os romances",deixando-nos num incômodo, porém fascinados.Acredito que este livro seja indispensável, não tenho dúvida de que seja capaz de contribuir significativamente, e passe a constituir um dos itens prioritários na formação e no amadurecimento.Grata por te-lo em minhas mãos.

 

 



Escrito por Susan às 13h54
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Edelweiss

 

                                    

Contenta-te com o que já tens,

se é tudo o que posso dar-te, não queiras o coração,

que há muito o perdi num sonho que escalou a montanha e não voltou.

Não percebeste ainda no desespero com que me enraizo que és a terra que piso e

me vingo do sonho inacessível.

E depois, eterna insatisfação,

não te lastimes!

Se atingisses o sonho, talvez o achasse tão pouco na palma da tua mão.

                                                                          JG de Araujo Jorge 

 



Escrito por Susan às 21h40
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Antes tarde do que nunca, pra quem não viu ainda, como eu não havia visto, a obra prima de Lars Von Trier, Dogville. A narração é de John Hurt, o filme beira um teatro filmado (Von Trier opta ousar estilisticamente, reservando o espaço físico do filme a um enorme galpão, com o mínimo de cenário e objetos de cena possíveis – um exercício puramente Bretchiano) subdividido em capítulos como em um livro. Von Trier cria um ambiente tamanho de sugestão que, depois de certo tempo, quando os personagens apontam para o fundo preto, dizendo que estão vendo as Montanhas Rochosas, o espectador acaba de fato, as vendo também.

Dogville descreve as amarguras de Grace (Nicole) da maneira manipulativa que só Trier consegue fazer, construindo o desejo de vingança do espectador, e este quando surge, a sensação frente ao horror é justamente de catarse,de realização frente a equidade dos acontecimentos.

O filme é uma crítica, aos EUA, no sentido de retratar a forma intolerante como praticam seu poder e liderança sobre o resto do mundo.Apesar de estar situado nos anos 30, durante o período da recessão americana em um lugarejo situado nas montanhas rochosas dos Eua, o filme é atemporal, por tratar tão bem as relações humanas e a maneira com que no filme se desenvolvem. Uma pontada forte me assolou durante várias cenas, e eu me perguntava o que faria eu? Todos os valores surgem e são colocados em cheque no filme. Os diferentes papéis que as pessoas acabam representando, as angústias, os desejos, os medos, a agressividade, a cumplicidade, o comprometimento e às vezes a falência total do comportamento ético.

As diversas metáforas introduzidas no filme são no mínimo ardilosas, é necessário entrar no filme por completo, o que é fácil, por que parte da construção de Trier se encaixa perfeitamente nisso, a ausência de cenários, por exemplo, traz uma concentração insuperável, não há distrações. A interpretação dos atores é complexa, não há subterfúgios, e particularmente Nicole está impecável.

Deixo registrada minhas impressões sobre o filme, e assolada assumo - é belo, humano e muito peculiar.

 



Escrito por Susan às 16h18
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Escrito por Susan às 16h03
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Leonardo da Vinci

 "De tempos em tempos, o Céu nos envia alguém que não é apenas humano, mas
também divino, de modo que, através de seu espírito e da superioridade de
sua inteligência, possamos atingir o Céu
"  Visari ( século XVI).

Voltei de viagem ontem, estava na praia e aproveitei pra mergulhar de cabeça em um livro muito interessante que esta na onda ultimamente, o Código da  Vinci, é um livro cheio de mistérios ,um romence policial que prende o leitor até a última gota, ou melhor linha.

Apesar de ser um romance o livro traz informações preciosas, e conhecimento nunca é demais...o autor mescla com maestria fato e ficção, tudo leva a crer que o leitor terá uma grande revelação, e acreditem é isso mesmo que acontece. Não me admira esse livro estar tão bem cotado, acontecimentos grandiosos,grandes mistérios,sociedades secretas,enfim, entender os  simbolismos dá a oportunidade de desvendar um pouco mais sobre o nosso mundo ao redor. Um livro genial. Leonardo da Vinci , sem dúvida, um dos grandes mestres de nossa história, oculta em suas obras mensagens incógnitas e  simbolismos envolvendo provavelmente uma das maiores lendas de nossa cultura,o significado do santo graal.

Não se deixe abater em momentos que o autor cai por parecer um pouco cinematográfico, por vezes achei que ele peca pelo exagero, mas sem dúvida isso em nada abala o contéudo precioso que esse livro carrega.

Boa Leitura.

 

Madonna das Rochas ( da Vinci ).



Escrito por Susan às 14h50
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Hoje de noite

Diz o que dirias - traduz em palavras explícitas teus pensamentos implícitos.Dá nome aos mistérios anônimos da tua alma, fala do grande dia que a esta noite sucede...

Sem mais, uma boa noite.     

                                              

 



Escrito por Susan às 23h00
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Este retardatário gosto de pureza que me vem à boca do fundo do coração, não sei se é tédio ou sinal de alvoradas renascentes.

Sirvamos a taça, a palavra e a música.Afinal é o novo começo!

Voltas-te de novo, minha inspiração que encontrava adormecida,enfin,

vivo,respiro,me sinto completa a escrever e meu pulso se prolonga....



Escrito por Susan Cruz às 00h35
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Ano Novo, nossos caminhos começam a ser trilhados no dia de hoje.

Se as coisas são inatingíveis, ora, não há motivo para não quere-las,

que triste os caminhos sem a mágica presença das estrelas...



Escrito por Susan Cruz às 22h47
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